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Mining Hub busca liderar transformação do mercado da mineração

Um dos desafios apresentados pelo IBRAM na abertura oficial da Exposibram 2019 foi o da transformação do mercado de mineração, não apenas na produção, mas em diversas outras frentes, presentes na carta compromisso divulgada. Um dos movimentos que busca apoiar essa mudança é o Mining Hub.

Sediado em Belo Horizonte, o projeto foi criado com o propósito de ser um canal direto de inovação aberta, tendências do setor e relacionamento entre mineradoras. Atualmente 23 mineradoras de todos os tamanhos, incluindo grandes como Vale, Arcelor Mittal e Anglo American, participam do Minign Hub, atuando como clientes anjo.

“Conseguimos desenhar em parceria com 12 mineradoras em que elas abrem mão da propriedade intelectual desenvolvida durante o processo do Mining Hub, que fica com as startups”, detalha a diretora da plataforma, Claudia Diniz.

Claudia ainda lembra que, entre outras ações, durante os trabalhos as mineradoras não podem comprar ações das startups. Essas são algumas medidas para que não enxerguem o desenvolvimento como investimento. “Eles estão investindo em soluções para um desafio, não em ações de uma startup”, completa a diretora.

Desafios aborda processo produtivo, mas também outras necessidades

Normalmente quando se fala em investimento em inovação, estas costumam estar voltadas ao processo produtivo. Apesar de a premissa ser verdadeira, o Mining Hub não olha somente para este lado. São seis frentes diferentes onde os participantes apresentam os desafios e soluções, sendo apenas uma delas voltadas para eficiência operacional.

Fontes alternativas de energia, gestão de água, resíduos e rejeitos, segurança e desenvolvimento social também estão no radar do Mining Hub, atualmente iniciando já o terceiro ciclo de inscrição de soluções, lançado por edital neste 10 de setembro.

As inscrições vão até o dia 11 de outubro e os resultados serão divulgados no início de novembro. Mas o processo como um todo pode ser dividido em quatro partes. As duas primeiras são o lançamento dos desafios, quando as mineradoras apresentam seus problemas, e a seleção dos projetos, que acontece por triagem eletrônica e entrevistas.

O passo seguinte é o Bootcamp, que dura cerca de 30 dias e envolve trabalho conjunto das startups selecionadas com as empresas madrinhas, visando a construção de uma prova de conceito (POC na sigla em inglês). Por fim, caso aprovada a POC, inicia-se o processo de desenvolvimento da solução. Após três meses os resultados são apurados e compartilhados para os demais atores do Mining Hub.

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