
Todo mundo sabe que uma grande fatia da economia brasileira é baseada na exportação de commodities. Mas você já parou para pensar na infraestrutura necessária para que esses produtos possam sair de um país e chegar ao outro?
A infraestrutura portuária utilizada para o transporte dessas mercadorias (que são responsáveis por 6,5% do PIB nacional e 65% do valor das exportações) exerce um papel muito importante no desenvolvimento do país. Felizmente, o Brasil conta com uma costa de mais de 7 mil km de extensão, com 34 portos públicos marítimos e 130 terminais portuários de uso privativo (TUP). De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o setor portuário brasileiro movimentou mais de 1 bilhão de toneladas de produtos em 2017.
Além disso, existe um impacto importante nas regiões dos entornos dos portos, que se tornam atrativos para o desenvolvimento industrial e crescimento urbano.
O coordenador comercial de portos e hidrovias da Allonda, Rodrigo Falconeri, destaca que os portos e seu desenvolvimento tendem a proporcionar melhora na qualidade de vida das pessoas. “O setor portuário integra ativamente as cadeias logísticas de transporte como parte da chamada new economy. Com isso, as cidades portuárias entram em uma nova fase de desenvolvimento. Ao se relacionarem de maneira mais integrada ao porto, passam a oferecer serviços complementares às atividades portuárias e aproveitam a movimentação do setor para seu desenvolvimento local”, afirma.
Voltando o olhar para o território brasileiro, é importante destacar que as navegações interiores, ou seja, dentro do país, tiveram o maior crescimento do setor (37,8%), alcançando 57,3 milhões de toneladas transportadas em 2017, de acordo com dados divulgados pela ANTAQ. É o maior crescimento registrado nesse tipo de navegação desde 2010.
Realizadas por meio das hidrovias, as navegações interiores facilitam e reduzem os custos na movimentação de produtos e pessoas dentro do território nacional. Segundo a ANTAQ, os países que investem no transporte por água são mais desenvolvidos, além de terem uma alternativa de transporte mais barata.
Apesar de desempenhar um papel importante no desenvolvimento econômico e social, o setor portuário é classificado como uma atividade potencialmente poluidora, de acordo com a Lei nº 6.938/81. Por essa razão, suas atividades devem contar com ações de gestão ambiental, com foco em controle e monitoramento. O desafio é alcançar os mais baixos níveis possíveis de interferência e de poluição do local.
Em 2013, em um caso de estagnação das correntes das marés no Rio de Janeiro, a Allonda realizou uma solução que reestabeleceu o fluxo hidrodinâmico do canal, como também fez a reparação ambiental por meio do tratamento e condicionamento dos sedimentos contaminados. O empreendimento, até então, sofria com acúmulo de lixo, degradação ambiental, entre outros problemas que estavam, inclusive, afetando o turismo local. A solução incluiu dragagem, projeto da estação de tratamento e de confinamento de resíduos tratados. Além disso, a área, anteriormente insalubre, foi transformada em um parque de lazer para a comunidade.
A atuação no segmento de portos e hidrovias exige, além do compromisso com as demandas ambientais e do conhecimento profundo dos impactos da atividade, o atendimento a legislações e normas que regulam o setor.
Veja a seguir as principais resoluções e leis para uma gestão ambiental correta nas atividades portuárias e hidroviárias:
A Allonda se posiciona no segmento como uma confiável empresa de soluções para obras de infraestrutura portuária com ênfase em sustentabilidade e gestão. Quer saber mais? Acesse outros estudos de caso voltados para esse setor.