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Gestão de resíduos é uma necessidade inadiável

Todos os anos, são produzidas 1,4 bilhão de toneladas de lixo no planeta. O Programa da ONU para o Meio Ambiente afirma que em 2025 esse número pode chegar a 2,2 bilhões. No atual ritmo de crescimento, em 2050, quando houver mais de 9 bilhões de habitantes no mundo, a expectativa é geração de 4 bilhões de toneladas de lixo.

As atividades industriais são fontes geradoras de um volume significativo de resíduos (sólidos, semi sólidos, líquidos e gasosos) que podem – se mal gerenciados – contaminar o solo e o lençol freático, comprometendo a qualidade da água, por exemplo. Esse tipo de lodo é amplamente conhecido como efluente industrial, proveniente de sobras e perdas dos processos produtivos de indústrias diversas tais quais papel e celulose, siderurgia, óleo e gás, mineração, química, fertilizantes, etc.

Portanto, essa realidade nos coloca em uma espécie de crise global que só pode ser contornada com soluções eficientes e completas em gestão e, principalmente, tratamento de resíduos.

Prioridades na gestão de resíduos
Com a crescente e acelerada produção de materiais, bem como pela cultura do consumo desenfreado, especialmente nos países mais desenvolvidos, o gerenciamento daquilo que é produzido e descartado pelo consumidor final ou pelo processo produtivo industrial, se tornou uma questão inadiável.

No caso dos efluentes industriais, a prevenção está em toda prática que reduza ou elimine – seja em volume, concentração ou toxicidade – as cargas poluentes na própria fonte geradora, ou seja, nos fabricantes. Isso exige a modernização dos equipamentos, processos ou procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos, bem como a substituição de matérias-primas e substâncias tóxicas que resultem na melhoria da qualidade ambiental.

No Brasil, a Lei 12.305/2010 rege o setor de resíduos sólidos e define a ordem de prioridade no gerenciamento da seguinte maneira:

  • Não geração
  • Redução
  • Reutilização
  • Reciclagem
  • Tratamento dos resíduos (sólidos, semi sólidos, líquidos e gasosos)
  • Disposição final ambientalmente adequada do lodo

Efluentes industriais

Ao gerar resíduo industrial as empresas têm duas alternativas:

  • Enviar para aterro licenciado: apesar de ambientalmente correta, esta prática é menos recomendada já que o lodo não tratado fica como responsabilidade da empresa geradora eternamente. É, dessa forma, considerado um passivo. Além disso, há o fator alto custo, pois como não há a desidratação do lodo o volume do efluente é muito maior do que poderia realmente ser se tratado, encarecendo, portanto, o transporte. Sem contar a questão de limitação de espaço, já que terrenos livres para disposição estão cada vez mais escassos no mundo todo.

  • Tratar o efluente: essa é a alternativa mais recomendada, pois valora o resíduo em dois aspectos: ao desidratar o lodo é possível reaproveitar a água no processo industrial (procedimento conhecido como água de reuso); e dependendo do resíduo que for desidrato há possibilidade de utilização para outras finalidades tais como co-processamento como parte da matéria prima da indústria, geração de energia, venda do resíduo, etc.

    Para organizações que buscam realizar o adequado tratamento e valoração de resíduos e efluentes industriais, o ideal é confiar em empresas com ampla experiência e certificações. Especialista em soluções ambientais, a Allonda oferece alternativas desenhadas conforme as especificidades de cada projeto. Conheça e saiba mais sobre nossos serviços.

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