Patentes verdes: caminho para a sustentabilidade

À primeira vista, propriedade industrial e a proteção ao meio ambiente não têm nenhuma relação, certo? Na verdade, é bem pelo contrário. Cada vez mais, a sociedade precisa do desenvolvimento tecnológico voltado à sustentabilidade. E a produção dessa tecnologia passa pelo processo de patentes! A prova disso é que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) tornou permanente o projeto Patentes Verdes, lançado em 2012.

Patentes verdes

Patente é quando você registra uma nova tecnologia, criada por você, e, a partir disso, detém o direito exclusivo de explorá-la comercialmente. Especificamente, a patente verde se restringe às tecnologias sustentáveis nas seguintes categorias:

  • Energias alternativas
  • Transportes sustentáveis
  • Conservação de energia
  • Gerenciamento de resíduos
  • Agricultura sustentável

Em média, o processo de obtenção de uma patente comum pode chegar a se estender por mais de dez anos. Todavia, com as patentes verdes, o tempo de obtenção das patentes pode ser acelerado em até 90%.

Segundo o próprio INPI, dos 480 pedidos que deram entrada durante a vigência do programa-piloto Patente Verde, que vigorou de 2012 a 2016, 325 foram considerados aptos, sendo 112 pedidos deferidos (34,5%) e 115 indeferidos (35,4%), até setembro de 2016. Dois anos foi o tempo máximo em que saíram essas decisões.

Resultados imediatos

Essa redução significativa de prazo tem um impacto extremamente positivo não só para os titulares, como também à comunidade científica. Isso acontece porque as tecnologias são reveladas à sociedade com maior agilidade.

Além disso, essas tecnologias acabam por entrar no mercado muito mais rápido também. Ou seja, estarão funcionando e impactando positivamente a sociedade em muito menos tempo! Além do que, essa redução no prazo gera impulso na concorrência. Afinal, as indústrias concorrentes possivelmente terão interesse no desenvolvimento de tecnologias igualmente sustentáveis.

Por isso, podemos dizer que esse tipo de incentivo baseado na propriedade industrial também fomenta a abertura de espaço para novas ideias.

Allonda e o incentivo às inovações

Um de nossos funcionários já viu de perto a importância das patentes verdes. Marcio Nunes da Silva, Gerente de Desenvolvimento Técnico em Inovação da Allonda, já é detentor de 6 patentes dentro desse programa. Ele relata a diferença de tempo entre a obtenção da patente comum e da patente com apelo ambiental. “A patente verde é um negócio com diferencial”, diz.

Segundo ele, patentes verdes são de suma importância, pois as tecnologias têm apoios de institutos, bancos e outros tipos de fomentos. A B3 (empresa criada a partir da fusão da BM&F Bovespa com a Cetip), por exemplo, tem uma plataforma de captação de recursos exclusiva para projetos com viés socioambiental, a Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA). Outro fator importante citado por Marcio é a exposição global que essas patentes alcançam.

A Allonda é uma empresa que acredita no desenvolvimento sustentável. Temos orgulho em cuidar do meio ambiente e, por isso, incentivamos ações inovadoras em diversos níveis. Afinal, o investimento em pesquisa e desenvolvimento é o caminho para a prática da sustentabilidade.

Se você quer dar entrada em um processo de Patente Verde, ou simplesmente conhecer mais sobre os procedimentos necessários, o INPI possui uma página em que explica o passo a passo necessário. Conheça e incentive essa prática!

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