Medidas para recuperar área correspondente a 12 milhões de hectares podem ajudar no combate às mudanças climáticas

Segundo um estudo publicado na revista Science Advances em 2020, o Brasil é o líder mundial em áreas florestais degradadas com potencial de recuperação. Este pode até parecer um índice positivo, mas mostra que, historicamente, somos um país que desmata – e, em muitos casos, não existe preocupação em compensar estes danos, que estão cada vez mais sob os holofotes no mundo.

Pensando em reverter este cenário, a Organização das Nações Unidas (ONU) determinou uma série de metas de recuperação ambiental a serem cumpridas até 2030, em um pacto chamado de Década da Restauração que inclui, também, objetivos socioeconômicos. O prazo é o mesmo determinado pelo Brasil para restaurar 12 milhões de hectares de áreas florestais. Os benefícios deste projeto, chamado Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), vão desde melhorias no solo e aumento na biodiversidade até geração de empregos e manutenção do clima.

Toda essa área com potencial de recuperação requer estudos de viabilidade e monitoramento ambiental para avaliação das condições dos recursos naturais e aplicação das melhores soluções. Cada localidade tem as suas particularidades e requer diferentes intervenções, de acordo com as características naturais da região e o tipo de degradação.

A recuperação de áreas florestais degradadas pode ser feita por meio do reflorestamento ou da regeneração natural. No primeiro caso, é realizado o plantio de sementes ou mudas e, no segundo, a ideia é proporcionar as condições ideais para que a vegetação renasça por conta. O que determina qual técnica será utilizada em cada situação são as particularidades da área.

No caso de áreas degradadas pela mineração, o trabalho inclui remoção e tratamento de resíduos, da água e do solo que precedem o reflorestamento, para mitigar qualquer risco de contaminação e garantir que a vegetação vai vingar em longo prazo. A recuperação do solo é etapa importante também no caso de áreas florestais devastadas por queimadas, que podem incluir também a construção de estruturas para direcionar o escoamento de água das chuvas e reter umidade na terra.

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