ESG: A indústria e a preservação dos mananciais

Sob a ameaça da crise hídrica, o cuidado com as fontes de água vira tema de destaque para as empresas preocupadas com a agenda ESG

A escassez de água potável no planeta já é um problema real. De acordo com estudos divulgados nos últimos anos pela instituição de pesquisa norte-americana World Resources Institute (WRI), cerca de um terço da população mundial vive em regiões de estresse hídrico considerável. As causas para esse problema são muitas: mudanças climáticas, expansão desenfreada dos centros urbanos, manejo inadequado dos recursos hídricos disponíveis e crescente poluição dos mananciais, que são as fontes de água doce que abastecem a população mundial. Mas como a sociedade pode proteger estas nascentes para combater a ameaça da escassez?

O uso do termo “crise hídrica” nos noticiários tem sido cada vez mais recorrente. No Brasil do século XXI, ele surge frequentemente associado aos impactos do descaso ambiental no clima, mas suas origens datam de outros tempos – e outros problemas. Na década de 1970, durante a aceleração do processo de industrialização no país, despejar esgoto e dejetos industriais nos rios tornou-se uma prática comum. Essa cultura insustentável produziu um cenário preocupante e de difícil reversão: segundo dados atuais da organização SOS Mata Atlântica, apenas 11% dos rios brasileiros são considerados de boa qualidade. As áreas mais afetadas são os grandes centros urbanos, como a região metropolitana de São Paulo.

Além de tornar a água imprópria para consumo, mesmo mediante tratamento, o despejo de dejetos deteriora todo o meio ambiente em seu entorno, e ainda ajuda a proliferar doenças. Efluentes industriais provocam desequilíbrio e são altamente tóxicos para a fauna, dos microrganismos aos peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos que vivem e/ou consomem água de um corpo hídrico poluído. Metais pesados como chumbo e mercúrio podem se acumular nestes seres vivos.

Indústrias deixam de ser parte do problema para serem a solução

Se, ao longo do tempo, a indústria foi uma das principais responsáveis pela poluição dos rios, hoje ela é uma importante aliada no combate a este problema. O crescente compromisso com os objetivos da agenda ESG – que vem do inglês Environment, Sustainability and Governance – já é considerado premissa para as grandes empresas que buscam o sucesso em longo prazo. O lucro pelo lucro não é mais suficiente, quem deseja ser relevante no seu meio de atuação precisa investir no crescimento sustentável, gerando valor ambiental e socioeconômico para o planeta.

Para a preservação dos mananciais, a indústria precisa dar a destinação correta para os resíduos gerados pelas suas operações, investindo em soluções para tratamento de efluentes e reaproveitamento de resíduos. Como forma de compensar as emissões de poluentes, as empresas têm cada vez mais pareado com o poder público para contribuir com a despoluição dos corpos hídricos – que, apesar de importante, é um processo longo e complexo. E, mais do que os cuidados paliativos, respeitar e proteger os mananciais é fundamental.

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